DISGRAFIA: Como intervir e quais estratégias para desenvolver seu aluno?

Olá professor, tudo bem?

Provavelmente você possui aquele aluno com dificuldade de escrita, e “letra feia”, mas o que muitas vezes parece ser apenas uma dificuldade, pode ser DISGRAFIA, um Transtorno de Aprendizagem!

E juntamente com o diagnóstico ou mesmo antes, vem os desafios. E surgem as dúvidas, na prática quais são as estratégias para intervir e desenvolver este aluno?

O conteúdo em nosso blog hoje é voltado para as estratégias práticas que estarão auxiliando você em sala de aula.

Confira o que pode ser feito por estes alunos, quais são as estratégias compensatórias e ainda, quais os dois tipos de disgrafia.

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NÃO É LETRA FEIA, É DISGRAFIA! CONHEÇA AS ESTRATÉGIAS PARA DESENVOLVER ESTE ALUNO

A disgrafia é também chamada de letra feia. Isso acontece devido a uma incapacidade de recordar a grafia da letra. Ao tentar recordar este grafismo escreve muito lentamente o que acaba unindo inadequadamente as letras, tornando a letra ilegível.

Disgrafia surge nas crianças com adequado desenvolvimento emocional e afectivo, onde não existem problemas de lesão cerebral, alterações sensoriais ou história de ensino deficiente do grafismo da escrita.

Algumas crianças com disgrafia possuem também uma disortografia amontoando letras para esconder os erros ortográficos. Mas não são todos disgráficos que possuem disortografia.

E pode ocorrer sozinha, associada à dislexia (prejuízo na habilidade de leitura), ou ainda associada a dificuldades de aprendizagem de linguagem oral e escrita.

Quais os Sintomas de Disgrafia?

Identificar os sintomas de Disgrafia ajuda a diagnosticar a criança com esta dificuldade de escrita:

  • Má organização da página;
  • Texto sem unidade, desordenado;
  • Aspeto do conjunto “sujo”;
  • Letras deformadas;
  • Choques entre as letras;
  • Traços de má qualidade;
  • Letras corrigidas diversas vezes;
  • Enlaces mal feitos;
  • Espaços entre as linhas e palavras irregulares, linhas mal mantidas;
  • Pouco grau de nitidez entre as letras;
  • Dimensões exageradas (muito grandes ou pequenas);
  • Desproporção entre pernas e hastes;
  • Postura gráfica incorrecta;
  • Preensão e suporte inadequados dos instrumentos de escrita;
  • Ritmo de escrita muito lento ou muito rápido;
  • Dificuldades na escrita de números e letras;

Podemos encontrar dois tipos de disgrafia:

– Disgrafia motora (discaligrafia): a criança consegue falar e ler, mas encontra dificuldades na coordenação motora fina para escrever as letras, palavras e números, ou seja, vê a figura gráfica, mas não consegue fazer os movimentos para escrever

– Disgrafia perceptiva: não consegue fazer relação entre o sistema simbólico e as grafias que representam os sons, as palavras e frases. Possui as características da dislexia sendo que esta está associada à leitura e a disgrafia está associada à escrita.

O quanto antes, melhor!

É muito importante que ocorra o diagnóstico de disgrafia (assim como de outros transtornos de aprendizagem) para que a criança possa receber desde cedo uma intervenção ou instruções especializadas em todas as habilidades relevantes que podem estar interferindo na aprendizagem da linguagem escrita.

Considerando que a maioria das escolas não oferece um programa sistemático de instruções para prejuízos nas áreas de caligrafia e ortografia, é importante avaliar se a criança precisa de instrução específica e sistemática nestas áreas além da leitura e decodificação das palavras.

É ainda relevante determinar se uma criança com disgrafia apresenta também dislexia e requer ajuda especial com leitura, ou se apresenta dificuldades específicas de linguagem e requer ajuda especial com linguagem oral e escrita.

Muitas crianças com prejuízo na caligrafia apresentam o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Crianças com este tipo de disgrafia associada ao TDAH podem responder bem a instruções caligráficas explícitas associadas à medicação estimulante, porém é essencial que o diagnóstico seja feito por um profissional capacitado, e que ambas (medicação e instruções) sejam acompanhadas.

O QUE PODE SER FEITO PARA DESENVOLVER ESTE ALUNO NA ESCRITA?

Quando um aluno é identificado como tendo disgrafia, o professor deve ter em consideração três aspectos essenciais, na sala de aula:

  • Acomodar, reduzir o impacto que a escrita tem na aprendizagem ou na expressão do conhecimento, sem modificar substancialmente o processo ou o produto;
  • Modificar, alterar os compromissos ou expetativas de forma a ir ao encontro das necessidades individuais do aluno e
  • Intervir, fornecer instruções e oportunidades para melhorar a caligrafia
  • Utilizar ajudas físicas ou verbais, movendo a mão do aluno, ou providenciando indicadores tais como pontos ou setas nas letras.
  • Fornecer um reforço específico para as letras escritas corretamente e feedbacks de correção para as letras que necessitam de ser trabalhadas.
  • Ensinar o aluno a auto-verbalizar a forma das letras.
  • Estimular a memória visual através de quadros com letras do alfabeto, números, famílias silábicas.

ESTRATÉGIAS COMPENSATÓRIAS:

O objetivo geral de compensações é ajudar o aluno a executar mais automaticamente e ainda participar e se beneficiar da tarefa da escrita. É permitir que o aluno contorne o problema, para que ele possa então focar mais completamente no conteúdo. Algumas dessas estratégias são:

  • Compreensão: compreenda incoerências e variabilidades do desempenho do aluno;
  • Letra impressa ou cursiva: permita que o aluno use a que preferir. Muitos alunos disgráficos são mais confortáveis com a impressão manuscrita;
  • Se começar é um problema, incentive estratégias de pré-organização, tais como uso de organizadores de fichários;
  • Computador: incentive o aluno a tornar-se confortável usando um processador de texto em um computador. Os alunos podem ser ensinados logo em 1º grau para digitar as frases diretamente no teclado. Ao fazê-lo, não elimina a letra para a criança:caligrafia ainda é importante, mas conhecimentos de informática serão de valor inestimáveis para tarefas mais longas e importantes;
  • Não exigir que a criança escreva vinte vezes a palavra, pois isso de nada irá adiantar.
  • Não reprimir a criança e sim auxiliá-la positiva

Os educadores esperam que os alunos aprendam com o processo de escrita. No entanto, estes estudantes descobrem que o próprio processo de escrita realmente interfere na aprendizagem. Como, então, eles podem aprender a usar o processo de escrita para expressar suas ideias adequadamente?

Apesar da intervenção precoce ser desejada, nunca é tarde para intervir e aperfeiçoar as habilidades deficientes em um estudante e providenciar acomodações apropriadas. Afinal alfabetizar um aluno, é muito mais que ensinar, esse ato transcende qualquer explicação.

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Obrigado pela leitura 😉

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