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Olá, professores!

Inicialmente, ressalta-se a importância do espaço da sala de aula, como sendo o ideal para que se estabeleça um ambiente no qual as competências e habilidades sejam trabalhadas de maneira eficiente. Em função disso, o acompanhamento e a vivência que vocês presenciam nesse processo torna-se fundamental.

Em outras palavras, para que a psicomotricidade seja otimizada, por meio de atividades que apostem no aspecto estratégico da pedagogia, os exercícios são fundamentais, principalmente aqueles que estimulam a lateralidade.  Portanto, saber como utilizar tais tarefas significa criar estratégias pedagógicas eficientes.

O que é lateralidade?

De acordo com pesquisas, a lateralidade pode ser definida como a aptidão que o indivíduo possui em relação à utilização frequente de um lado do corpo em detrimento do outro. Com isso, consideram-se três níveis: a mão, o olho e o pé. Além disso, vale salientar que existe a predominância de um dos lados. Como resultado, a pessoa tende a apresentar maior força muscular, mais precisão e mais rapidez no lado mais utilizado.

Em se tratando de atividades que favoreçam a lateralidade, vários estudos já comprovaram que tais tarefas são responsáveis por trabalharem o esquema interno que possibilita esse domínio. Inclusive, os exercícios são recomendáveis por exigirem habilidades das partes já mencionadas (mão, olho e pé). No entanto, há linhas teóricas que chamam a atenção para o fato de a abrangência da lateralidade se estender também à audição.

Quais são as atividades de lateralidade?

A princípio, esses exercícios visam ao desenvolvimento corporal e cognitivo da criança. Dessa forma, todos eles abrem possibilidades para o aluno se movimentar de forma coordenada. Aliás, uma das premissas da lateralidade é não forçar o aluno a adotar uma determinada postura, sobretudo em relação aos aspectos psicomotores. Assim sendo, vejam a seguir algumas das tarefas que podem ser usadas em sala de aula, de acordo com o Portal Educação:

– Brincando de robô

Aqui, é preciso que vocês separem as crianças em duplas. Cada uma delas deve decidir se quer atuar como robô ou guia. Com isso, vocês devem orientá-las da seguinte forma: sempre que o guia tocar o braço direito, o robô vira o corpo para o lado indicado e assim sucessivamente, de forma que os alunos experimentem a dimensão que seus corpos podem alcançar quanto à lateralidade. No entanto, é importante que elas invertam os papeis a fim de que todas possam vivenciar essa experiência.

– Trilhando caminho

O objetivo é fazer com que os pequenos andem pelos caminhos indicados por meio de desenhos indicados nas cartolinas. Porém, aqui é indicado que a vez de cada um seja respeitada para que a criança aproveite a execução da atividade.

– Chutando a bolinha de papel

Neste caso, vocês devem proporcionar aos pequenos algumas bolinhas de papel. O desenvolvimento da brincadeira é o seguinte: a criança deve andar poucos metros (dentro do espaço estabelecido) chutando a bola com o pé direito. Na volta, ele vai trocar o pé utilizado, fazendo os mesmos movimentos. Ao final do percurso, o aluno deve repassar a bolinha para o colega (que também deve desempenhar a dinâmica mencionada).

Estas foram apenas algumas das várias atividades que vocês podem desempenhar em sala de aula. Além disso, reparem como elas podem ser bastante divertidas. Dessa forma, é possível criar condições para desenvolver a lateralidade brincando.

Como a lateralidade é dividida?

Segundo Coste (1992 citado por LUCENA et al., 2010), a lateralidade é dividida em quatro tipos, a saber:

1º – destralidade verdadeira (dominância lateral à direita);

2º – sinistralidade verdadeira (predomínio claro estabelecido do lado esquerdo no uso dos membros);

3º – falsa sinistralidade (quando a pessoa adota a sinistralidade em função de uma paralisia ou amputação);

4º – falsa destralidade (quando acontece a organização inversa da que fora observada na falsa sinistralidade).

Referências:

LUCENA, Neide Maria Gomes de; et al. Lateralidade manual, ocular e dos membros inferiores e sua relação com déficit de organização espacial em escolares. Estudos de Psicologia, Campinas, v. 27, n. 1, jan./mar. 2010.

ATIVIDADES que desenvolvem lateralidade. Portal Educação. São Paulo.

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