Olá professor, tudo bem?

Muito se fala no processo de aprendizagem na questão cognitiva, mas você sabia que o desenvolvimento motor está totalmente ligado ao sucesso escolar?

Compreender as bases do desenvolvimento motor, logo na educação infantil faz toda a diferença na vida do aluno. E o conhecimento sobre todo o corpo humano e os seus movimentos, que antes estavam apenas nos âmbitos da medicina, agora se estenderam a escola.

E foi aí que os estudos sobre a Psicomotricidade começaram a ajudar educadores e profissionais ligados as crianças, sanando as dificuldades e suprindo as necessidades de saber como trabalhar com estes pequenos e desenvolvê-los.

Mas existem muitas informações que todo educador precisa saber. Baseado nisto, hoje em nosso Blog, vamos falar sobre como a Psicomotricidade realmente pode ajudar em sala de aula e quais as atividades mais indicadas.

Vamos lá?

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO

Compreender as bases dos movimentos do corpo humano é uma preocupação que já vem desde muito tempo, quando a educação privilegiava a beleza física e agilidade do ser humano, porém o estudo do corpo humano era colocado em segundo plano, o que interessava eram apenas os aspectos descritivos em suas funções físicas e anatômicas. Era apenas um corpo de carne e osso, não se levava em conta os aspectos psíquicos e emocionais.

Percebeu-se então que os estudos não poderiam ficar mais restritos às paredes dos consultórios médicos, visto que o grande foco do desenvolvimento motor e intelectual estava em instâncias que iam mais além: a escola.

Então a Psicomotricidade surgiu pela necessidade de se perceber e entender os movimentos e como esses se processavam.

Assim vemos que os primeiros estudos a respeito da psicomotricidade deram ênfase ao funcionamento corporal desenvolvendo aspectos como: os tônus, a organização espacial, o esquema corporal; baseando-se em padrões existentes e esperados para cada etapa do desenvolvimento.

Os aspectos psicológicos, afetivos e emocionais eram abordados apenas quando a criança apresentava um maior comprometimento, ou então não acompanhava os demais.

A psicomotricidade conquistou uma expressão significativa no universo da educação escolar, pois os educadores bem como pesquisadores do assunto já percebiam que, se uma criança tem deficiência que a impede de chegar ao cognitivo, é porque o ensino que recebeu não respeitou as etapas do seu desenvolvimento psicomotor.

Após muitos anos de pesquisas, já nos tempos atuais os estudos sobre psicomotricidade ultrapassam os processos motores, direcionando-se à estruturação espacial, à orientação temporal, à lateralidade, às dificuldades escolares em crianças com desenvolvimento psicomotor normal.

Assim sendo, é imprescindível que a criança, durante o período pré-escolar, antes de iniciar a sistematização do processo de alfabetização, adquira determinados desenvolvimentos que irão permitir e facilitar a aprendizagem da leitura e da escrita.

Quais os problemas que podem existir?

Problemas na organização espacial acarretarão dificuldades em distinguir letras que se diferem por pequenos detalhes, como “b” com “p”, “n” com “u”, “12” com “21” (direita e esquerda, para cima e para baixo, antes e depois), tromba constantemente nos objetos, não organiza bem seus materiais de uso pessoal nem seu caderno; não respeita margens nem escreve adequadamente sobre as linhas.

Uma criança com a estruturação temporal pouco desenvolvida pode não perceber intervalos de tempo, não percebe o antes e o depois, não prevê o tempo que gastará para realizar uma atividade, demorando muito tempo nela e deixando, portanto, de realizar outras.

Para alcançarmos um bom desenvolvimento psicomotor da criança as atividades precisam ser bem elaboradas e executadas de maneira a proporcionar-lhe prazer ao realizá-las.

A pré-escola necessita priorizar, não só atividades intelectuais e pedagógicas, mas também atividades que propiciem seu desenvolvimento pleno. A psicomotricidade contribui para o processo de alfabetização à medida que proporciona à criança as condições necessárias para um bom desempenho escolar através da livre expressão e deve começar antes mesmo que a criança pegue um lápis na mão.

Não podemos esquecer de citar a importância dos sentimentos da criança na fase do conhecimento de seu próprio corpo, pois um esquema corporal mal estruturado pode determinar na criança um certo desajeitamento e falta de coordenação, se sentindo insegura e isso poderá desencadear uma série de reações negativas como: agressividade, mal humor, apatia que às vezes parece ser algo tão simples poderá originar sérios problemas de motricidade que serão manifestados através do comportamento.

 A criança percebe seu próprio corpo por meio de todos os sentidos. Seu corpo ocupa um espaço no ambiente em função do tempo, capta imagens, recebe sons, sente cheiros e sabores, dor e calor, movimenta-se.

A entidade corpo é centro, o referencial. A noção do corpo está no centro do sentimento de mais ou menos disponibilidade e adaptação que temos de nosso corpo e está no centro da relação entre o vivido e o universo.

Então ao que se pressupõe o cognitivo está totalmente ligado ao esquema corporal, e dessa forma, é necessário que os dois sejam estimulados, para que a criança em si tenha o resultado esperado, embora cada criança tenha seu próprio desenvolvimento.

Ao longo do ano, dentro da educação infantil, sugere-se várias atividades para o desenvolvimento das crianças:

• Jogos de imitação;
• Estátua;
• Cantar músicas que falassem sobre as partes do corpo;
• Apontar as partes do corpo em si mesmo e no corpo do colega;

Dentre as atividades envolvendo a coordenação motora fina, lateralidade e a noção espacial no intuito de desenvolver a capacidade de representação escrita do nome.

• Jogo do alinhavo;

 • Circuitos em forma de círculos ou outras formas geométricas, marcados com fita crepe ou giz branco no chão, para as crianças perceberem a delimitação do espaço;

• Desenho de linhas curvas no chão para testar a sua rapidez; delimitando caminhos com fita crepe, por onde teriam que passar sem sair fora e posteriormente, uma linha, onde teriam que passar em cima sem escorregar;

• Batata quente, na qual a criança passava o objeto que tinha nas mãos, trabalhando não só a lateralidade como também a atenção, através da musicalização;

Os educadores que atuam na área de Educação Infantil e demais séries iniciais, são responsáveis pela formação básica de nossas crianças, investigar como se dá o processo de construção de conhecimentos de uma criança na Educação Infantil e de que forma o trabalho com a psicomotricidade interfere e/ou auxilia nesse processo de construção.

E para que haja este diagnóstico e esta intervenção, é necessária muita informação. Informação esta que compõe a capacitação do Grupo Rhema Educação em Psicomotricidade, uma das mais elogiadas por educadores de todo Brasil. Faça agora mesmo e adquiria o conhecimento necessário para a sala de aula, clicando aqui

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