O tema de hoje parte do TEA (Transtorno do Espectro Autista), mas o ponto principal a ser tratado é a ciência que tem ganhado cada vez mais adeptos: a ABA (Applied Behavior Analysis – Análise do Comportamento Aplicada, em tradução). O número de pessoas interessadas na aplicação da ABA como tratamento em casos de autismo está crescendo. Porém, alguns detalhes precisam ser bem esclarecidos para que as intervenções sejam eficazes. 

Somente quem é formado em psicologia pode aplicar a ABA?

Embora os profissionais com essa formação representem um grupo grande no que diz respeito à execução da ciência da Análise do Comportamento, pessoas de formação acadêmica distintas podem aplicar as técnicas pertencentes à ABA. 

A questão acerca de quem está habilitado ou não a exercer essa ciência é problemática entre profissionais de psicologia e aqueles que se especializaram em Análise do Comportamento. A razão para esse impasse está nos caminhos trilhados na graduação em detrimento de quem optou por fazer uma especialização. 

Isso não significa que um grupo é melhor ou pior que o outro na aplicação, o que deve ser levado em conta é a dedicação e o aprofundamento que o profissional se dispôs para obter o conhecimento.

O problema é um pouco mais denso em relação à oferta. As faculdades de Psicologia oferecem disciplinas de Análise do Comportamento em suas grades curriculares, entre matérias obrigatórias e optativas. O que muitos analistas do comportamento, que já aplicam a ABA, questionam é o fato de a graduação apenas mostrar a teoria e a prática de tal ciência de maneira resumida, enquanto os cursos de pós-graduação tendem a se aprofundar mais. 

Então a ABA também pode ser aplicada pelos profissionais da educação?

A resposta é sim. Para isso, o educador deve estar pronto para voltar à sala de aula como aluno. O motivo desse retorno às apostilas, às videoaulas, aos e-books e aos artigos é que para exercer a atuação no campo da Análise do Comportamento, os professores precisam fazer uma boa pós-graduação na área específica. 

Por que a especialização é a melhor opção?

A pós-graduação é sem dúvida o caminho mais aconselhável, pois quando você abre a possibilidade de mergulhar nos princípios e em todas as abordagens disponíveis na Análise do Comportamento, o conhecimento adquirido através das aulas, dos seminários, da pesquisa e do contato com os professores tende a lhe preparar para a aplicação da ABA. 

Educadores especializados na área cognitivo comportamental podem aplicar a ABA?

Não é aconselhável. Mesmo que essa pós possibilite os educadores a exercerem seu trabalho baseado em um ramo da psicologia, um fato que deve ser lembrado é que essas pessoas não têm os parâmetros da Análise do Comportamento Aplicada. Com isso, os profissionais podem não compreender os procedimentos da ABA, além dos protocolos e o conjunto de práticas voltadas para os desafios dos atrasos de desenvolvimento em crianças. 

Importante reiterar então que a opção pela especialização em análise do comportamento é a alternativa mais eficaz para quem quer unir os conhecimentos da educação com a área em questão. 

Por que a ABA é importante para o tratamento do autismo?

Professores que desejam se especializar na Análise do Comportamento e aplicar a ABA já se informaram acerca do impacto que as intervenções baseadas nesta ciência exercem na vida das crianças com autismo. 

Se você é da área da educação e ainda quer motivos para se especializar, saiba que dominar as técnicas da ABA permite que seu trabalho seja voltado para o desenvolvimento do aluno. O processo é gradual, mas extremamente eficaz, pois a ABA é responsável por estimular a linguagem, a interação social, a aprendizagem e outras habilidades tão necessárias para a autonomia. 

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Fonte:FREITAS, Michelli. Atuação em Análise do Comportamento: o que fazer? IEAC, 2018. Disponível em: https://blog.ieac.net.br/posso-fazer-aba/. Acesso em: 12 mar. 2020.

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