A princípio, o processo de aprendizagem está ligado a um conjunto de ações que dependem direta e indiretamente de dois grandes eixos: as neurociências e a pedagogia. Isso está ligado ao fato dessas abordagens lidarem com a capacidade da aquisição de habilidades a partir de seu desenvolvimento e funcionalidades, mas sob diferentes vieses.

Assim sendo, as neurociências descrevem a estrutura e o funcionamento do sistema nervoso, enquanto a educação cria condições para a promoção do desenvolvimento dessas competências cerebrais. Com isso, os professores atuam como agentes em mudanças no cérebro que levam à aprendizagem do aluno.

Inclusive, as estratégias pedagógicas utilizadas por professores, durante o processo de ensino/aprendizagem, costumam ser estímulos que produzem a reorganização do sistema nervoso em desenvolvimento, responsável também por gerar mudanças no comportamento no contexto do aprendizado. Além disso, a neuroplasticidade é a capacidade do encéfalo em se reorganizar frente a novos estímulos, sejam eles positivos ou negativos.

Em outras palavras, as sinapses criam conexões entre os neurônios. Com isso, eles vão se modificando durante o processo de aprendizagem quando há a evocação da memória ou existem novas habilidades por parte do aluno. Dessa forma, a neuroplasticidade cerebral possibilita a reorganização da estrutura do encéfalo e constitui a fundamentação neurocientífica do processo de aprendizagem.

Que recursos podem ser utilizados em sala de aula?

As estratégias pedagógicas utilizadas em sala de aula devem adotas os chamados recursos multissensoriais, por conta da ativação de múltiplas redes neurais que vão se estabelecer em novas associações entre si. Se as experiências vividas pelos alunos forem repetidas, a atividade mais frequente dos neurônios resultará numa neuroplasticidade nova que vai produzir uma sinapse mais consolidada proporcionando um processo de maior aprendizagem.

O que está por trás de um cérebro saudável?

Como visto acima, a atividade cerebral resulta de uma série de ações que possibilitam um desempenho satisfatório, sobretudo na aquisição de habilidades e de competências. No entanto, os fatores que estão relacionados a essa situação são os seguintes:

– Prática regular de exercícios físicos que sejam prazerosos para quem realiza (caminhadas, natação, musculação, corrida, etc.);

– Alimentação balanceada (proteínas, carboidratos, gorduras, sais minerais e vitaminas);

– Sono tranquilo, regular e satisfatório;

– Bom humor e otimismo;

– Manutenção da mente em funcionamento, com a aprendizagem de algo novo a cada dia.

– Entre outros.

O que fazer para o aluno aprender com mais qualidade?

De acordo com os parâmetros da neurociência, os educadores podem utilizar estratégias aplicáveis à pedagogia e que são bastante eficazes quanto à sua eficiência. Vejam abaixo quais são elas:

– Introduzir o material a ser aprendido fazendo ligações com o que já é sabido pelos alunos;

– Criar situações semelhantes à vida real;

– Criar oportunidades de rememorar o que já foi aprendido e a partir disso com novas associações;

– Utilizar trabalhos em grupo seguido de exposição pelos alunos;

– Aprender praticando (uma matéria nova, conceito, etc.);

– Utilizar técnicas mnemônicas, ou seja, que auxiliam a memória, tais como a música, as rimas, entre outros estímulos;

– Dividir as atividades em intervalos (isso é essencial para que a aprendizagem seja impulsionada. O excesso nunca é o melhor caminho, mas a consistência com equilíbrio);

– Introduzir o novo, o intenso e o pouco usual;

– Utilizar tempo de relaxamento entre as atividades (a prática do mindfulness é bastante indicada para estimular a atenção plena para os alunos e facilitar o aprendizado);

– Levar em conta a necessidade de consolidação da memória (esse processo de recordação é modulado pelas emoções – o que depende do contexto, do nível de consciência e estado de humor em que estamos para que elas possam ser codificadas pelos neurônios. Em seguida, para serem guardadas em redes neurais).

Quais são as contribuições da Neurociência e a Neuropedagogia para o processo de aprendizagem?

Como visto acima, o aprendizado é um conjunto complexo de associações, contextos, memórias e estímulos. Além disso, é importante falar sobre algumas contribuições que são trazidas por duas áreas de estudo fundamentais para entender todo esse mecanismo: a Neurociência e a Neuropedagogia.

– Compreensão do processo vital necessário para o ato de aprender;

– Atenção, percepção e aprendizagem;

– Emoções e suas relações com o processo de ensino e aprendizagem;

– A motivação e suas correlações com as emoções.

Um profissional da educação pode se especializar em uma destas áreas?

A resposta é sim. Inclusive, o conhecimento dessas abordagens é fundamental para proporcionar aos alunos uma experiência pautada em fundamentos científicos e com eficácia comprovada. Portanto, aliar o conhecimento pedagógico com o respaldo da Neurociência e da Neuropedagogia incrementa muitos benefícios à formação do educador.

Dessa forma, o curso de Pós-Graduação em Neuropsicopedagogia Clínica, da Rhema Educação, é ideal para quem quer aprofundar ainda mais nesta linha de pesquisa e prática. As aulas são completamente dinâmicas, com professores gabaritados e experientes, além de exposições de casos reais e materiais atualizados.

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