inclusao-escolar-no-tea

A rotina de um professor da educação infantil é permeada de detalhes que precisam ser frequentemente praticados. Dentre eles, está a preocupação em realizar atividades para a inclusão escolar no TEA (Transtorno do Espectro Autista) e oferecer aos alunos um ambiente de total aproveitamento dos conteúdos.

Dessa forma, o profissional necessita de um embasamento acerca das estratégias que serão adotadas frente às demandas apresentadas pelas crianças. Porém, é preciso antecipar que as abordagens não podem ser desenvolvidas de maneira indiscriminada, mas direcionada em cada caso. Afinal, os pequenos com autismo têm as suas peculiaridades.

O que os educadores buscam?

Quando se fala em TEA, uma parcela considerável dos trabalhadores da educação se encontra ansiosa por não saber como lidar com esses casos. Muitas vezes, a formação inicial pode ser deficitária, o que leva muitos recém-formados a ter que procurar por cursos de especialização e construir seu próprio repertório de conhecimento.

Seguindo esse cenário, é comum que um educador tenha em sua turma alguma criança diagnosticada com transtornos e distúrbios. Nesse sentido, é fundamental a busca por materiais e formações que contribuam com o seu caminho.

Assim, nota-se um movimento poderoso de professores que estão se atualizando sobre neurodivergências e toda a sua relação com os aspectos emocionais, cognitivos e emocionais. A escolha por metodologias mais próximas ao perfil do aluno é apenas um desses pontos que estão sendo levados em conta.

Que atividades podem ser adotadas em sala de aula?

Algumas tarefas são essenciais para facilitar a inclusão escolar no TEA, principalmente aquelas ligadas à percepção e à psicomotricidade. Portanto, veja abaixo as dicas que podem colaborar com o cotidiano pedagógico da criança com autismo:

– Seguindo o tracejado

O primeiro exemplo faz muito sucesso entre os pequenos, pois além de oferecer a eles a condição de trabalharem a motricidade, a prática permite novas sensações;

– Escrita de vogais

Nessa atividade, o aluno terá que analisar as palavras e reescrever somente as vogais em uma caixa ou espaço exclusivo na folha de exercícios. É importante que o professor esteja por perto para ajudar em caso de dúvidas, sobretudo por se tratar da fase de alfabetização;

– Ligar o desenho à palavra

Uma tarefa clássica e que é excelente para propiciar o aumento no repertório da criança com TEA. Essa dica favorece o conhecimento do educando; além disso, é possível desenvolver também a coordenação motora ao unir um ponto a outro;

– Escrever a letra inicial de cada figura

Em uma folha de papel, coloque imagens que façam parte do cotidiano do aluno, por exemplo: frutas, brinquedos, acessórios de escola etc. Você, professor, vai orientar o pequeno a indicar em um quadrinho a primeira letra do nome da figura exposta;

– Caixinha de sílabas

O objetivo dessa atividade é fazer o aluno abrir a caixa de fósforos e retirar as sílabas que estão disponíveis. A partir disso, a criança terá que formar palavras. Com efeito, ela poderá aumentar o vocabulário.

– Utilize enunciados que mostrem o passo a passo

Nas explicações, procure exemplificar as etapas que devem ser realizadas no exercício. Para isso, deixe uma questão pronta para servir de modelo. De qualquer forma, sua presença vai ser muito importante na orientação do aluno.

Por que é importante ver além do espectro?

Se tem algo que um educador comprometido deve fazer, esse ato é o de enxergar a criança além de seu diagnóstico. Em outras palavras, o papel do professor é proporcionar um ambiente que valorize a trajetória do aluno.

Nesse caso, a escola deve oferecer a esse educando as possibilidades de estar inserido em um lugar, onde o seu processo de ensino-aprendizagem é desenvolvido. Assim sendo, oferecer um local em que a criança se sinta um elemento único e importante em toda essa dinâmica.

Por que os professores devem conhecer quais são os comprometimentos no TEA?

Todo educador precisa conhecer as principais áreas de comprometimento no autismo. Isso é fundamental, pois permite que o profissional saiba como lidar com alguma situação de conflito e, assim, reorganizar os aspectos que vão culminar na inclusão escolar do pequeno.

Essas áreas são as seguintes: a socialização, a comunicação e a linguagem. No TEA, tais habilidades enfrentam alterações, o que impede um desempenho regular em relação aos demais colegas de turma.

Entretanto, vale ressaltar que o aprendizado de um aluno com autismo deve se adaptar às suas dificuldades. Com isso, a criança conseguirá se desenvolver de forma bem-sucedida.

Que sintomas os pequenos podem apresentar?

Antes de pensar em que estratégia adotar para a inclusão escolar no TEA, veja quais são alguns dos principais sinais mostrados pelos pequenos no contexto pedagógico:

– Dificuldade para continuar ativo nas atividades;

– Comportamentos repetitivos ou com alguma estereotipia;

– Resistência diante de mudanças de rotinas (horários, cardápios, cores etc.);

– Transtorno de processamento sensorial;

– Outros.

Como se preparar?

Diante dos desafios que surgem dia após dia, os profissionais que não estão preparados podem ficar para trás. Aliás, a escolha por uma especialização que explique todos os conceitos, a realização de práticas pedagógicas e um mergulho em uma bibliografia selecionada é um caminho para quem quer se destacar.

O curso de Pós-graduação em TEA – Transtorno do Espectro Autista – do Grupo Rhema Educação, oferece aulas dinâmicas (online e ao vivo), professores experientes e material atualizado. Alguns dos inúmeros diferenciais tão necessários para a sua carreira.

Ficou interessado? Fale com um consultor.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome